domingo, 1 de abril de 2012

Lei Geral da Copa não é consenso na Câmara dos Deputados

As polêmicas em torno da Lei Geral da Copa podem não ter acabado com o acordo na Câmara dos Deputados sobre a venda de bebidas alcoólicas nos estádios. Com a chegada da matéria ao Senado, a discussão pode recomeçar. Aprovado na última quarta-feira (28), na Câmara, o projeto já chegou ao Senado e está pronto para começar a ser analisado a partir desta semana pelo menos em duas comissões.
Embora o líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), tenha anunciado que a oposição não irá atrapalhar o processo de votação, alguns senadores já começam a se manifestar contrários ao projeto. É o caso do senador Pedro Taques (PDT-MT), que se declarou contra a venda de bebidas nos estádios e outros pontos do projeto.
Para Taques, o acordo firmado com o governo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a Copa do Mundo no Brasil não pode estar acima da soberania nacional e das leis brasileiras. “Isto aqui não é uma republiqueta de bananas”, declarou Taques à Agência Brasil. “O Executivo assumiu compromissos, mas isso não significa relativizar nossa soberania. Eu não vou fazer acordo com o diabo para fazer a obra de Deus”.
Ele também disse ser contrário à pressa para votar o projeto. Na opinião de Taques, o assunto precisa ser bem discutido e votado quando houver maturidade. “Acho que tem que ser debatido no tempo do Congresso”. O senador mato-grossense deve ter apoio de colegas considerados independentes. Além disso, o PSOL, o único partido na Câmara que votou contra a matéria, deve repetir o voto com o senador Randolfe Rodrigues (AP) no Senado.
Mas a expectativa dos governistas é garantir a aprovação da matéria o quanto antes, de preferência até maio. O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), acredita que será possível conseguir um “equilíbrio” nos debates de modo que seja votado em plenário um relatório unificado das três comissões por onde o projeto deverá passar. “Não queremos de maneira nenhuma atropelar [as discussões], mas também não queremos postergar”, declarou Pinheiro. “Vamos tentar aproveitar o debate prolongado que essa matéria teve na Câmara para reduzir o tempo aqui no Senado”.

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